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Em um cenário marcado por períodos de seca, temperaturas elevadas e condições meteorológicas favoráveis à propagação do fogo, os incêndios florestais e as queimadas representam um risco para o meio ambiente e para a continuidade de atividades econômicas essenciais. 

Quando ocorrem próximos a linhas de transmissão, subestações, rodovias, ferrovias, minas ou canteiros de obras, esses eventos podem comprometer ativos, restringir o acesso a determinadas áreas e exigir mudanças nos procedimentos operacionais. 

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) reconhece esse risco e mantém iniciativas de monitoramento dos desligamentos de linhas de transmissão provocados por queimadas. A agência também destaca a importância da manutenção das faixas de servidão para reduzir a exposição da infraestrutura elétrica a essas ocorrências. 

Para empresas que administram empreendimentos distribuídos por grandes extensões territoriais, acompanhar o risco de incêndios é uma medida importante para proteger ativos e o planejamento operacional.  Entenda mais a seguir. 

Quais são os principais impactos dos incêndios sobre os empreendimentos? 

As consequências variam conforme o tipo de ativo, sua localização e as condições em que o fogo se propaga. Em resumo, os riscos podem ser agrupados em quatro frentes. 

  1. Desligamentos no sistema elétrico

O fogo sob ou perto de linhas de transmissão pode provocar desligamentos forçados. Como o sistema elétrico brasileiro é quase todo interligado, uma queimada em local remoto pode causar desligamentos em cascata em outras regiões do país. 

  1. Interferências em infraestrutura linear

Rodovias, ferrovias e dutos atravessam longas faixas de vegetação. O fogo nas proximidades pode exigir inspeções, interdições temporárias e medidas de segurança para equipes e equipamentos. 

  1. Riscos a mineração e instalações industriais

Minas, áreas de apoio, acessos operacionais e estruturas cercadas por vegetação também ficam expostos. Conforme a intensidade e a proximidade do fogo, pode ser preciso suspender atividades, mobilizar equipes de emergência ou inspecionar estruturas antes da retomada. 

  1. Mais complexidade na gestão de riscos

Empresas com ativos espalhados por vários municípios e estados precisam consolidar informações territoriais, meteorológicas e operacionais. Sem essa visão integrada, fica mais difícil saber quais instalações exigem atenção prioritária e para onde direcionar os recursos. 

Por que o monitoramento de focos de calor é importante? 

Focos de calor são sinais térmicos captados por satélites e associados à presença de fogo na vegetação. O Programa Queimadas, do INPE, disponibiliza esses dados gratuitamente e permite acompanhar a distribuição e a evolução das ocorrências no território. 

Há uma particularidade importante: um foco de calor não corresponde necessariamente a um incêndio individual. Ele também não informa, sozinho, a extensão da área atingida nem a intensidade do fogo. A precisão da localização varia conforme o sensor utilizado. 

Além das bases públicas, existem constelações de satélites comerciais dedicadas ao monitoramento térmico de incêndios. É o caso da alemã OroraTech, que usa câmeras térmicas embarcadas em nanossatélites para detectar anomalias de temperatura na superfície. Cada fonte tem resolução, frequência de passagem e cobertura próprias, e combiná-las ajuda a reduzir lacunas no acompanhamento. 

Em qualquer caso, os dados de satélite ganham valor quando cruzados com condições meteorológicas, tipo de vegetação, relevo e localização dos ativos. É essa combinação que permite avaliar o risco real e definir prioridades. 

Como a análise geográfica contribui para proteger ativos? 

O monitoramento territorial relaciona os focos de calor à localização dos empreendimentos e às características do entorno. Com isso, as equipes sabem quais ativos estão próximos de ocorrências e onde vale uma verificação adicional. Na prática, essa análise permite: 

  • Cruzar ocorrências com ativos: sobrepor os focos de calor à localização de linhas, subestações, minas, rodovias e demais estruturas. 
  • Delimitar áreas de influência: definir um raio ou faixa de interesse ao redor de cada ativo para acompanhar o que acontece ali. 
  • Simular cenários de propagação: modelos que combinam combustível vegetal, relevo, vento e umidade estimam trajetórias possíveis do fogo. Os resultados são cenários, não previsões exatas, e dependem de dados compatíveis com a escala da análise. 
  • Priorizar inspeções: direcionar as equipes de campo primeiro para onde o risco é maior. 

O que considerar na estratégia de prevenção? 

A proteção começa antes do período crítico, com manutenção do entorno e regras claras de resposta. No caso das linhas de transmissão, a legislação ajuda a delimitar essa faixa de cuidado: o Decreto 2.661/1998 proíbe o uso do fogo a menos de 15 metros dos limites de segurança das linhas e a menos de 100 metros ao redor de subestações. Cabe às transmissoras manter as faixas de servidão limpas, conforme os contratos de concessão e as normas da ANEEL. 

Uma estratégia consistente pode incluir: 

  • Base geográfica atualizada: instalações, faixas de servidão, acessos e áreas de vegetação mapeados e revisados periodicamente. 
  • Monitoramento contínuo: acompanhamento de focos de calor e risco de propagação, considerando a frequência de atualização e as limitações de cada fonte. 
  • Critérios de alerta: parâmetros de distância, condições ambientais e criticidade de cada ativo que definem quando uma ocorrência vira chamado. 
  • Fluxo de resposta: responsáveis, canais de comunicação e procedimentos para verificar a ocorrência e acionar as equipes competentes. 

O monitoramento apoia a avaliação de riscos, mas não substitui a confirmação em campo nem a atuação das equipes de segurança e emergência. Ele deve complementar os planos de emergência e as rotinas de manutenção. 

Monitoramento como parte da gestão de riscos 

Quando um foco de calor surge próximo a um ativo, sua equipe consegue identificar rapidamente quais estruturas precisam de atenção? 

Através da parceria com a OroraTech — empresa alemã especializada em inteligência espacial e monitoramento térmico — nosso serviço de Monitoramento 360° passará a integrar os dados de detecção de focos de calor e incêndios florestais via satélites da OroraTech ao software Specifor, da 4Asset. 

Acesse informações precisas sobre a localização, a dinâmica e a intensidade de incêndios próximos aos seus ativos para garantir uma resposta rápida e eficaz. Entre em contato com nossos especialistas e saiba mais.