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 Case desenvolvido a partir do trabalho conjunto entre VisãoGeo e 4Asset na gestão fundiária de parques eólicos e solares. 

Um dos desafios menos visíveis e mais decisivos da energia renovável não está nas turbinas nem nos painéis solares, mas no próprio território. Toda usina eólica ou solar de grande porte depende de centenas de contratos de arrendamento firmados com proprietários rurais, e cada um desses contratos carrega prazos, cláusulas de pagamento, obrigações e um relacionamento humano que precisa ser cuidado com a mesma atenção que se dedica à operação técnica dos parques. 

Foi esse o desafio enfrentado por uma multinacional do setor de energia limpa, com operação consolidada no Brasil na geração eólica e solar. A empresa opera complexos eólicos e solares que somam mais de 1,6 GW de capacidade instalada, distribuídos por diferentes estados do país, sustentados por milhares de hectares arrendados e centenas de contratos de arrendamento em vigor. 

Gerenciar essa base fundiária em escala — sem perder o controle sobre prazos, pendências e, principalmente, sem perder a confiança dos proprietários que cedem suas terras aos projetos — exigia um nível de organização e de atendimento que a empresa ainda não tinha conseguido estruturar internamente. 

Com o apoio da VisãoGeo e da 4Asset essa gestão de parques eólicos e solares se tornou muito mais eficiente. Entenda mais a seguir. 

O ponto de partida 

Antes do projeto, a rotina de gestão fundiária da empresa enfrentava um conjunto de dificuldades comuns a operações que cresceram rápido: 

  • Diversas pastas e documentos fundiários sem padronização, espalhados nos computadores das equipes, sem nomenclatura ou organização comum entre os projetos. 
  • Dificuldade real de comunicação entre a empresa e os proprietários das áreas arrendadas — sem um canal claro, as duas partes tinham problemas para se encontrar. 
  • Sem base de registro histórico das tratativas já realizadas com cada proprietário. 
  • Falta de controle centralizado sobre as demandas fundiárias em aberto, o que dificultava priorizar o que era urgente e enxergar padrões de problemas recorrentes. 

Em resumo, era uma gestão fundiária sem processos estruturados e dependente de esforço individual e memória das equipes. 

A solução: organização, tecnologia e atendimento humano 

A 4Asset e a VisãoGeo estruturaram o projeto em duas frentes que se complementam: “colocar a casa em ordem” (organização documental e auditoria de contratos) e, a partir daí, sustentar um canal de relacionamento contínuo com os proprietários, apoiado por tecnologia. 

Primeira etapa: organização documental 

A VisãoGeo recebeu todo o acervo que estava disperso nos computadores da empresa e assumiu a tarefa de reorganizá-lo por completo:  

  • As pastas passaram a seguir siglas padronizadas por projeto 
  • Foram definidos códigos de identificação para uso no sistema 4Asset SaaS 
  • Preenchimento de planilha estruturada com rigor e posteriormente importada para o sistema.  

Paralelamente, a base cartográfica dos projetos também passou por um trabalho de saneamento, garantindo que a informação geográfica das áreas arrendadas estivesse consistente com os contratos. 

Nessa etapa, o escopo do trabalho envolveu diversos complexos eólicos e solares, somando mais de 1,3 GW de capacidade instalada e cerca de 70 mil hectares arrendados, distribuídos em aproximadamente 700 contratos de arrendamento. 

Auditoria de contratos 

Com a base organizada, teve início uma auditoria completa dos contratos firmados de arrendamento e cessão de uso — cobrindo 754 contratos ao todo. Essa auditoria foi o que permitiu, na sequência, abrir um canal de atendimento direto aos proprietários com segurança. Dessa forma, conhecendo o que de fato cada contrato previa, ficou mais simples tirar dúvidas e resolver pendências. 

Atendimento aos proprietários: tecnologia a serviço da confiança 

Para sustentar a relação com os proprietários no dia a dia, o projeto combinou dois canais complementares: um canal de atendimento via WhatsApp, operado pela VisãoGeo dentro do Specifor SaaS, da 4Asset. Toda solicitação relacionada ao fundiário e aos pagamentos de arrendamento passou a ser registrada nesse sistema, o que deu à empresa uma visão consolidada das consultas, dos pedidos de serviço e de toda a comunicação com os proprietários. 

Na prática, isso significou apoio personalizado e mais ágil: desde 2023, no início do projeto, já foram abertos 725 tickets de atendimento. Um volume que, sem um canal estruturado e um sistema de acompanhamento, dificilmente seria administrável com a mesma qualidade. 

O resultado: de processo informal a relação de confiança 

No entanto, vale destacar que o impacto do projeto vai além da organização interna. Ao comparar o antes e o depois, as mudanças aparecem em várias camadas: 

Antes  

  • Pastas e documentos fundiários sem padrão  
  • Dificuldade de contato entre empresa e proprietários  
  • Nenhum histórico das tratativas  
  • Falta de controle das demandas fundiárias  

Depois  

  • Estrutura padronizada de pastas e nomenclatura, com base fundiária consolidada  
  • Canal de comunicação estabelecido e ativo com os proprietários  
  • Registro completo das demandas e de suas resoluções  
  • Identificação de demandas recorrentes e criação de planos de ação  

Mais do que números, esse projeto mudou a natureza da relação entre a empresa e os proprietários das terras arrendadas. De um contato esporádico e sem rastreabilidade, para uma relação de confiança sustentada por histórico, previsibilidade e canais claros de comunicação.  

Isso se traduz em ganhos concretos de rastreabilidade e histórico das ações internas e, principalmente, em uma base sólida para que a empresa continue crescendo sua operação de energia limpa no Brasil sem perder o controle sobre um dos ativos mais sensíveis de qualquer parque eólico ou solar: o território sobre a qual ele é construído.